As emoções dos profissionais de IPI (Intervenção Precoce na Infância) em tempos de coronavírus = The emotions of the IPI (Early childhood intervention) professionals in times of corovarirus

Tânia Prata, Daniela Pereira, Anabela Teles, Isabel González, Carla Casalta

Resumo


A recente pandemia de COVID-19, gerada pelo vírus SAR-COV-2 (Liang, 2020), representa um grande desafio para a sociedade. Para além do impacto ao nível económico, político e social (Correia, Luck, & Verner, 2020), existe um forte impacto na saúde mental, tendo em vista as alterações emocionais, cognitivas e comportamentais características desse período (Barros-Delben et al., 2020; Brooks et al., 2020; Shonkoff, 2020). Esta crise pandémica marcou a ação dos profissionais da Intervenção Precoce na Infância (IPI), conduzindo a mudanças nos modos de agir com as crianças, famílias e equipas (educativas, terapêuticas e médicas) (Correia & Caeiro, 2020). Vários estados emocionais foram vivenciados ao longo deste percurso devido à situação de incerteza em que vivemos, exigindo a todos um esforço adicional para lidar com as emoções negativas associadas a este período de constante necessidade de adaptação e reconfiguração dos modos de intervenção. Neste sentido o Núcleo de Supervisão Técnica (NST) do SNIPI do Distrito da Guarda procurou perceber quais as emoções vivenciadas pelos profissionais das várias Equipas Locais de Intervenção Precoce (ELI´s) durante o primeiro e segundo confinamentos. Participaram 30 profissionais, entre os quais docentes, profissionais de saúde e terapeutas. De uma lista de 14 emoções, as mais enumeradas no primeiro confinamento foram a ansiedade, angústia e inquietação, enquanto no segundo as mais mencionadas são a ansiedade, confiança e esperança. Perante os resultados obtidos, foram realizados pelo NST dois Webinares sobre a saúde mental na infância e o bem-estar psicológico dos profissionais com o intuito de capacitar estes profissionais de IPI de melhores estratégias para lidar com diferentes estados emocionais (dos próprios e/ou dos outros) em situações de crise.


The recent COVID-19 pandemic, generated by the SAR-COV-2 virus (Liang, 2020), represents a major challenge for society. In addition to the impact at the economic, political and social level (Correia, Luck, & Verner, 2020), there is a strong impact on mental health, in view of the emotional, cognitive and behavioral changes characteristic of that period (Barros-Delben et al., 2020; Brooks et al., 2020; Shonkoff, 2020). This pandemic crisis marked the action of Early Childhood Intervention (IPI) professionals, leading to changes in the ways of acting with children, families and teams (educational, therapeutic and medical) (Correia & Caeiro, 2020).
Various emotional states were experienced along this route due to the uncertain situation in which we live, requiring everyone to make an additional effort to deal with the negative emotions associated with this period of constant need for adaptation and reconfiguration of the intervention modes. In this regard, the Technical Supervision Center (NST) of SNIPI in the District of Guarda tried to understand the emotions experienced by the professionals of the various Local Early Intervention Teams (ELI´s) during the first and second lockdowns. Thirty professionals participated, including teachers, health professionals and therapists. From a list of 14 emotions, the most enumerated in the first lockdown were anxiety, anguish and restlessness / concern, while in the second the most mentioned are anxiety, confidence and hope. In view of the results obtained, two webinars were held by the NST on mental health in childhood and the psychological well-being of professionals in order to enable these IPI professionals to develop strategies for dealing with different emotional states (of themselves and / or others) in crisis situations.


Palavras-chave / Keywords:

Emoções, Pandemia COVID-19, Intervenção Precoce na Infância.

Emotions, COVID-19 pandemic, Early Childhood Intervention.


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