Estilos parentais, vinculação e tolerância à frustração: transmissão intergeracional avós-pais-netos = Parental styles, attachment and frustration tolerance: Intergeneracional transmission grand-parents-parents-children

Rita Ribeiro, José A. Castillo Garayoa, Ignasi Cifre Leon

Resumo


A literatura tem demonstrado a transmissão intergeracional dos estilos parentais e da vinculação. No entanto, existe pouca literatura sobre a transmissão da tolerância à frustração e da transmissão intergeracional destas três dimensões em famílias com mais de 2 gerações. No nosso estudo contamos com a informação sobre o estilo parental de três gerações (G1, G2 e G3) e sobre a vinculação e a tolerância à frustração de duas gerações (G2 e G3). O objectivo foi avaliar a transmissão intergeracional das diferentes dimensões: estilos parentais, vinculação e tolerância à frustração. Participaram nesta investigação 148 famílias no total (145 mães, 119 pais e 148 crianças em idade escolar: 6-12 anos). O protocolo de investigação consistiu em provas de estilos parentais, de vinculação e de Tolerância à Frustração. Os resultados sugerem que há uma tendência de transmissão de todas as variáveis, ainda que a transmissão seja mais forte entre G1 e G2, como mostra a literatura actual. Por outro lado, verificamos também que a forma de educar actual com mais suporte emocional e com menos controlo parece não dar segurança e sentimento de protecção às crianças. Estes resultados dão robustez à ideia de que o controlo é tão necessário na educação como o suporte emocional e sem controlo existe o risco de termos gerações imaturas, inseguras e "tiranas". O presente estudo permite sublinhar a importância da presença firme e adequada dos pais/ mães na educação, assim como da existência de programas educativos que tenham um bom equilíbrio entre o suporte emocional e o controlo. Em síntese, recomendamos fortemente o maior uso do estilo educativo autoritativo na educação das crianças.


Research has shown the intergenerational transmission of parental and attachment styles. However, there is little literature on the transmission of tolerance to frustration and the intergenerational transmission of these three dimensions in families with more than 2 generations. The parental style of three generations is studied (G1, G2 and G3), and the attachment and tolerance to frustration of G2 and G3, in order to assess their intergenerational transmission. The sample includes148 families (145 mothers, 119 fathers and 148 children aged 6-12 years). The research protocol consisted of tests of parental styles, of attachment and of Frustration Tolerance. The results suggest that there is a tendency to intergenerational transmission of all variables, especially between G1 and G2. It is also observed that the current warmer and less controlled upbringing seems to not foster the feeling of safety and protection in children. These results reinforce the idea that control is as necessary in breeding as warmth, and that without control there is a risk that immature, unsafe and tyrannical generations will develop. This study allows us to underline the importance of the firm and adequate presence of fathers / mothers in the upbringing, as well as the application of educational programs that have a good balance between warmth and control. In summary, we strongly recommend the increased use of authoritative educational style in parenting.


Palavras-chave / Keywords:

Estilos educativos parentais, Vinculação, Tolerância à frustração, Transmissão intergeracional.

Educational parental styles, Attachment, Frustration tolerance, Intergenerational transmission.


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