Tornar-se adolescente: comunicar o feminino = Becoming an adolescent: communicating the female

Isabel González Duarte, Miguel Rocha Martins

Resumo


O adolescente de hoje não é o mesmo de amanhã, o que o coloca perante a tarefa de constituir novas funções psíquicas. Tornar-se adolescente implica uma relação de comunicação intra e intersubjetiva, pensada numa lógica de “aprender com a experiência”, onde está presente uma co-contrução, um co-pensamento.

Este período do desenvolvimento caracteriza-se por momentos de turbulência e de desarmonia, marcados por intensos movimentos de identificação projetiva, presentes na relação entre o Eu e os Outro(s), em particular com a família, que se constituí como um “campo” privilegiado para a expressão do tornar-se adolescente. Neste sentido, propomo-nos a pensar o mal-estar interno, expresso na realidade externa, onde o agir é uma das expressões possíveis do feminino, que deverá ser entendido como função materna, contentora, que abre e fecha o ciclo do ser, da relação, do crescimento e da expansão mental, constituindo-se como um fundador da identificação primária e da identidade. Aqui a família pode ser entendida como um “lugar espelho” que comunica a subjetividade da interação.

 

Today’s adolescent is not the same of tomorrow, which gives him/her the task of building new mental functions. Becoming an adolescent implies an intra and inter-subjective communication relationship, which can be thought according to the "learning from experience" logic, where a co-building and a co-thought are present.

This period of development results in turbulence and disharmony moments, labelled by strong movements of projective identification, present in the relationship between the Self and the Other(s), particularly with the family, which represents a privileged "field" for the expression of becoming an adolescent. Therefore, we propose to think the inner indisposition, expressed in the external reality, where the acting is one of the female possible expressions, that must be understood as a container, maternal role, that opens and closes the cycle of being, of the relationship, of the growth and mental expansion, establishing itself as a founder of the primary identification and the identity. Here the family can be understood as a "mirror site” that communicates the interaction subjectivity.

 

Palavras-chave/Keywords

Adolescência, Intersubjetividade, Família, Feminino.

Adolescence, Intersubjectivity, Family, Female.


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